sexta-feira, 27 de julho de 2012
TEXTO CURTO - XINGA XINGA DA ESTRELA
CARLOS – Namorado de Ana.
ANA – Namorada de Carlos e irmã de Antônia
ANTÔNIA – Irmã de Ana.
BRUNO – Amigo de Carlos e Valentina.
VALENTINA – Amiga de Carlos e Bruno.
(Bruno e Valentina chegam à casa de seu melhor amigo, Carlos, onde está acontecendo uma festa.)
CARLOS – Sejam bem-vindos, Meus caros amigos Valentina e Bruno! Deixa aqui eu apresentar o pessoal. Essa de preto é minha namorada Ana. A do lado dela é minha cunhada Antônia.
VALENTINA E BRUNO – Prazer.
CARLOS – E esses são os meus melhores amigos, Bruno e Valentina.
ANA – Prazerzão! Olha só, fiquem a vontade a casa é de vocês! Tem bebida e comida a vontade.
CARLOS – Faço dela as minhas palavras. Vamos entrando que o lema de hoje é se divertir e se divertir muito. Eu vou pegar umas bebidas para vocês, tudo bem.
BRUNO - Sim, claro. Estamos morrendo de sede, não é Valentina?
VALENTINA – Sim, claro. Eu quero uma cerveja.
BRUNO – E eu um Hi-Fi, pode ser? Adoro vodka!
CARLOS – Mais é claro que pode. Você acha, meu amigo, que eu ia esquecer da sua vodka. Só se eu tivesse tido um surto de amnésia. Vamos comigo pegar as bebidas deles, minha namoradinha linda do meu coração?
ANA – Vamos, meu amorzão! O que é que você não pede chorando que eu não faça sorrindo?
CARLOS – Nada!(rindo) Você sempre faz tudo! Quanto a você, Antônia, poderia fazer companhia a eles até a gente voltar.
ANTÔNIA – Tá! Mais vê se não demora.
(Carlos e Ana saem.)
BRUNO – E aí, seu nome é Antônia, não é?
ANTÔNIA – É.
BRUNO – Ah, sim! E o que você está achando da festa?
ANTÔNIA – O diabo desta festa não tá prestando pra nada, essa porra! Esse “carai”!
BRUNO – (para Valentina) Você ouviu o que ela me respondeu?
Valentina – Sim.
BRUNO – (para Antônia que está ao celular) E você já bebeu muito aqui, hoje?
ANTÔNIA – Mermão! Eu já bebi esses diacho ” tudim” que tem aí. O diabo da vodka, da montila, a merda de Uisque, até a desgraça da mangueira eu já bebi. Tô com meu cú fazendo bico de tanto beber e essas pestes não me deixam bêbada.
BRUNO – Minha gente! Tá ouvindo, Valentina. Acho que essa menina não é normal, não!
VALENTINA – Tô ouvindo.
BRUNO - (para Antônia que está ao celular tentando falar com alguém.) Eita, que esta ligação deve ser muito importante. Você não desgruda desse telefone!
ANTÔNIA – Hum! Essa buceta nem presta. Faz é hora que eu tento fazer a desgraça de uma ligação e essa pica não dá certo. Eu tô para jogar a porra desse “carai” na parede prá ele se quebrar todim. Eu já tô zangada e com a cabeça dos meus dedos cheios de calo de tanto discar a porra desses botões aqui e não dá certo. Aquele veado deve tá dando é o“oi” do cú dele, pra não me atender até essa hora. Ah, mas quando ele atender eu vou mandar só ele tomar no cú, bem no “oim”, pra ele aprender a tratar uma mulher com educação.
BRUNO – (para Valentina) Que coisa doida é essa! Essa mulher xinga demais, minha gente! Tá ouvindo?
VALENTINA – Tô, Bruno.
BRUNO – (para Antônia) Sim, quem é essa pessoa que você está tentando ligar?
ANTÔNIA – É a desgraça do meu namorado. Esse corno não me atende, essa “misera”. Mas ele me paga! Quando eu tiver dando pra todo mundo aqui da festa, aí ele vai achar ruim!
BRUNO – Menina, não faz isso não! Acho melhor você parar de beber um pouco e tentar dançar pra ver se passa mais o efeito dessas bebidas...
ANTÔNIA – Mas eu não quero que a porra desses efeitos dessas bebidas passem. Eu quero é ficar mais bêbada ainda. Eu quero é me lascar todinha, me estrepar, passar mal na desgraça desta festa que não está prestando pra nada essa “misera”.
BRUNO – Essa menina é doida mesmo, Valentina! Escuta só o que ela está falando. Ave, aí xinga!
Valentina – Que coisa chata, Bruno! Eu já sei que ela está xingando há horas!
BRUNO – Antônia, acho melhor você tirar o seu celular de cima dessa mesinha, senão você vai acabar esquecendo e alguém pode roubar.
ANTÔNIA – Quem é que vai roubar essa porra? Essa merda não presta pra nada! Só presta pra me dar prejuízo, essa “misera”! O veado que roubar essa desgraça bem aqui, tá é “fudido”!
BRUNO – Valentina, já chega, essa menina xinga demais! Não é normal, não, uma coisa dessas! Você está ouvindo isso tudo?
VALENTINA – Ave Maria, Bruno! Eu já te falei que estou ouvindo há horas esses xingamentos dela. Quantas vezes eu vou ter que te repetir isso? Coisa chata! Vê se me deixa ficar olhando para o povo na festa em paz!
Bruno – Tá bom! Tá bom! Não está mais aqui quem falou, sua estressadinha! (para Antônia) Ou, ou, ou, o que é que há? Não fica com essa cabecinha baixa, não, que é danado para vomitar.
ANTÔNIA – Eu acho que não estou bem!
BRUNO – Pois levanta essa cabeça, vai! (levando a cabeça dela) Acho que ela está mal, Valentina.
VALENTINA – Levanta a cabeça dela que eu estou aqui olhando para alguns boys e não posso desviar minha atenção.
(Bruno vira-se para Antônia, que vomita em sua cara, o encharcando.)
VALENTINA – Olha só o que você fez com meu amigo, sua xinga-xinga da estrela! Vomitou ele todinho. (Valentina dá um murro na cara de Antônia, que cai no chão. Chegam Carlos e Ana.)
ANA – O que aconteceu aqui? Por que minha irmã está no chão?
BRUNO – Porque ela vomitou em mim manchando toda a minha rouba! Então a Valentina deu uma porrada na cara dela. E como eu não pude descontar nela o que ela fez comigo, eu vou descontar em você. (dá um soco na cara de Ana, que desmaia.)
CARLOS – Você está louco, Bruno! Eu não vou deixar você bater na minha namorada assim desse jeito! (dá um soco na cara de Bruno, que desmaia.)
VALENTINA – Me desculpe, Carlos, mas o Bruno é meu amigo a mais tempo e eu não posso deixar isso assim! (mete um chute nas partes intimas de Carlos, que cai no chão sentindo dor.) Agora sim eu posso olhar os boys mais de perto sem ninguém para me encher o saco. (passa por cima de todos e vai para a pista de dança)
ANTÔNIA – (ainda no chão) Alguém pode me dar a porra de um gelo para eu por na “misera” deste olho roxo? Ah, mas antes eu quero mais uma dose de Rum! Ai, que inferno.
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