sexta-feira, 27 de julho de 2012

TEXTO CURTO - O ASSALTO

GLEYCE – ÚNICA FUNCIONÁRIA DE UMA FARMÁCIA. SARDINHA – ASSALTANTE.
( 7 horas da manhã. Gleyce colocando umas moedas no caixa.) Sardinha – (com um revólver em mãos) Mãos para o alto. Isso é um assalto! Gleyce – Assalto? Sardinha – Isso mesmo que você ouviu, sua piranha. Isso é um assalto. Gleyce – Mas, o que é que o senhor quer? Sardinha – Ora, o que é que eu quero! Eu quero a grana do caixa. Vamos passa, passa tudo, vai! Senão você leva chumbo na cara. Gleyce – Não! Péra aí, seu moço! O senhor quer dinheiro? Sardinha – Você é surda, é minha filha? Eu quero a grana do caixa. Vamos passa tudo para cá, vai! Gleyce – Mas meu senhor, crie vergonha nessa sua cara! O senhor sabe que hora é essa? São 7 horas da manhã. O senhor acha que tem dinheiro neste caixa aqui uma hora dessas? Nem aqui, nem em nenhuma farmácia que eu conheça te dinheiro uma hora dessas. Sardinha – Tu tá tirando onde com a minha cara, é? Tu ta querendo morrer, é? Passa logo essa bufunfa, que eu já to me irritando Gleyce – Moço, se minha vida for depender do dinheiro que tem aqui, acho melhor o senhor me matar. Eu abri a farmácia agorinha e estava aqui contando as moedas para passar os primeiros trocos. Como é que pode o senhor vir roubar aqui uma hora dessas! Aqui não é açougue para ter dinheiro uma hora dessas da manhã. O senhor não tem costume, não? Sardinha – Eu to perdendo a paciência. Se você não me der essa grana agora, eu não respondo por mim, sua vagabunda! Gleyce – O senhor ta ficando doido? Só pode! Quantas vezes eu vou ter que lhe dizer que não tem dinheiro aqui neste caixa uma hora dessas da manhã? Só tem moeda! O senhor quer as moedas? Se o senhor quiser eu lhe dou! Mas vou logo dizendo que moeda tem poucas. Agora, se o senhor quiser levar remédio, pode levar que eu não me importo. Mas o dinheiro que o senhor tanto quer não tem. Como é que pode! Essa hora não é hora de ladrão nenhum roubar ninguém, não, seu moço. Volte aqui mais tarde, pode voltar que tem, volte lá para as 6 da noite que eu deixo o senhor levar tudo. Mas uma hora dessas, por favor, ninguém merece! Sardinha – Olha, sua doida, você quer levar um tiro? Se quer diz logo. Minha pressão já tá subindo aqui e eu já to ficando nervoso. Gleyce – Sua pressão tá subindo? Meu Pai do céu, seu moço! Não vá morrer aqui perto de mim, não. Eu detesto ver defunto. Péra aí que eu vou pegar aqui um remédio que é o mesmo que meu pai usa lá em casa. Só um instante. Sardinha – Traz logo que eu to passando mão. Gleyce – (Voltando com o remédio e um copo d`água) Tome, seu moço. Tome todinho. Aí quando sua pressão voltar ao normal o senhor volta a me assaltar, tá certo? Sardinha – Deixa só eu melhorar aqui um pouco. Gleyce – Eu vou esperar, hein! Sardinha – Pode esperar. Vai ser rápido. (Sardinha dorme) Gleyce – (ao telefone) Alô! É da polícia? É que tem um assaltante aqui na farmácia que eu trabalho. Vocês poderiam vir aqui prendê-lo? Não, não precisa ter pressa! Ele está sobre o meu controle. (Olhando para o Assaltante) Remédio pra pressão! E eu sou lá besta! Esse sonífero vai fazer você dormir até os policiais chegarem. (rir)

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